Ceratocone
O ceratocone é uma doença progressiva da córnea que compromete a qualidade visual e, quando não acompanhada com rigor técnico, pode evoluir para estágios de difícil tratamento. Em Mariana e região, o Dr. Lennon da Costa oferece diagnóstico de precisão e as principais alternativas terapêuticas disponíveis atualmente — do crosslinking corneano ao implante de anéis intraestromais — com planejamento individualizado por meio de tomografia de córnea (Pentacam).

O que é ceratocone?
O ceratocone é uma ectasia corneana: a córnea, que deveria manter formato esférico regular, progressivamente se afina e assume formato cônico irregular. Essa deformação gera astigmatismo irregular, distorção de imagens e queda de visão que os óculos convencionais nem sempre conseguem corrigir. A doença costuma se manifestar na adolescência ou início da vida adulta e tende a progredir ao longo dos anos caso não seja tratada.
Sintomas que merecem atenção
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Visão embaçada ou distorcida, mesmo com óculos atualizados
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Necessidade de trocar o grau dos óculos com frequência
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Sensibilidade aumentada à luz (fotofobia)
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Halos ao redor de luzes, principalmente à noite
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Coceira ocular frequente (hábito de esfregar os olhos é fator de risco de progressão)
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Histórico familiar de ceratocone
Pacientes com esses sinais — especialmente jovens com queda progressiva de visão — devem procurar avaliação oftalmológica especializada o quanto antes. Diagnóstico precoce é o fator que mais influencia o sucesso do tratamento.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico definitivo do ceratocone é feito por meio de tomografia de córnea (Pentacam), exame que mapeia a curvatura, a espessura e a regularidade da córnea em toda a sua extensão. Esse exame permite não apenas confirmar o diagnóstico, mas também classificar o estágio da doença e acompanhar sua evolução ao longo do tempo — informação essencial para decidir o momento certo de cada intervenção.
Estágios e evolução da doença
O ceratocone é classificado em graus, do mais leve ao mais avançado, considerando curvatura corneana, espessura e acuidade visual. A conduta terapêutica é sempre definida a partir desses dados objetivos — não existe protocolo único, cada caso é avaliado individualmente por meio dos mapas do Pentacam e da evolução clínica do paciente.
Opções de tratamento do ceratocone
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Óculos e lentes de contato rígidas
Nos estágios iniciais, óculos ou lentes de contato rígidas gás-permeáveis podem ser suficientes para restaurar uma visão funcional, corrigindo parte da irregularidade corneana.
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Crosslinking corneano (CXL)
Procedimento que utiliza colírio de riboflavina associado à luz ultravioleta para aumentar a rigidez das fibras de colágeno da córnea. É o tratamento indicado para interromper a progressão da doença nos estágios em que a ectasia ainda está evoluindo — não recupera a visão perdida, mas evita que o quadro piore.
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Anel intraestromal (Ferrara, Keraring, CornealRing)
Implantes semicirculares inseridos no interior da córnea para regularizar sua curvatura, reduzir o astigmatismo irregular e melhorar a tolerância a óculos ou lentes de contato. O planejamento cirúrgico é individualizado com base nos mapas do Pentacam, podendo seguir diferentes nomogramas (Ferrara, Keraring ou MyoRing) e, em casos selecionados, protocolos combinados com crosslinking (protocolo de Atenas).
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Transplante de córnea
Reservado para os casos mais avançados, quando a córnea perde transparência ou as demais opções não são mais suficientes para restaurar a função visual.
Por que escolher o Núcleo de Oftalmologia para o tratamento do seu ceratocone
O Dr. Lennon da Costa (CRM 61.575 | RQE 40.828) é formado em Medicina pela UFMG e realizou residência médica em Oftalmologia no Hospital das Clínicas da UFMG — referência nacional com mais de 100 anos de tradição em ensino e pesquisa em ciências visuais. O acompanhamento de casos de ceratocone é feito com apoio de tomografia de córnea de alta precisão e planejamento cirúrgico individualizado, unindo rigor técnico e tecnologia atualizada ao cuidado próximo que só uma clínica local pode oferecer.
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Perguntas frequentes sobre ceratocone
Ceratocone tem cura?
Não existe cura definitiva, mas o tratamento correto e o acompanhamento contínuo controlam a progressão da doença e preservam a qualidade visual do paciente na grande maioria dos casos.
Crosslinking dói? Como é a recuperação?
O procedimento é realizado com anestesia tópica (colírio). O desconforto pós-operatório costuma durar de 2 a 4 dias, período em que o paciente utiliza lente de contato terapêutica e medicação prescrita.
Quem tem ceratocone pode fazer cirurgia refrativa a laser (LASIK/PRK)?
Não. Ceratocone é uma contraindicação para cirurgia refrativa convencional, pois o procedimento pode acelerar a progressão da ectasia. As alternativas indicadas são o crosslinking e o anel intraestromal.
Com que frequência devo repetir a tomografia de córnea?
Depende do estágio e da idade do paciente — em fases de maior risco de progressão (adolescentes e adultos jovens), o acompanhamento costuma ser semestral.
Esfregar os olhos piora o ceratocone?
Sim. O hábito de coçar os olhos é um dos principais fatores associados à progressão da doença e deve ser evitado, especialmente em pacientes com diagnóstico confirmado ou histórico familiar.
