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Cirurgia Refrativa a Laser

Cirurgia refrativa a laser: mais liberdade para enxergar além dos óculos


Imagine acordar e enxergar o despertador com mais nitidez. Praticar esportes, viajar, trabalhar ou aproveitar momentos simples do dia sem depender tanto dos óculos ou das lentes de contato.
 

A cirurgia refrativa a laser pode reduzir a dependência da correção visual em pacientes com miopia, astigmatismo e hipermetropia. Mas o primeiro passo não é a cirurgia: é descobrir, por meio de uma avaliação oftalmológica criteriosa, se o procedimento é realmente seguro e indicado para os seus olhos.

O que é cirurgia refrativa a laser?

 

A cirurgia refrativa utiliza laser para modificar, de maneira planejada e precisa, o formato da córnea — a estrutura transparente localizada na parte anterior do olho.

Essa mudança permite que a luz seja focalizada de maneira mais adequada sobre a retina, reduzindo a necessidade dos óculos ou das lentes de contato.

O planejamento é individual. São considerados o grau, o formato e a espessura da córnea, a qualidade da superfície ocular, o tamanho das pupilas, a idade e os hábitos de vida de cada paciente.

Por isso, duas pessoas com o mesmo grau podem receber recomendações diferentes.

O que a cirurgia pode corrigir?

 

Em pacientes adequadamente selecionados, a cirurgia refrativa pode ser indicada para o tratamento de:

  • Miopia;

  • Astigmatismo;

  • Hipermetropia;

  • Combinações desses erros refrativos.
     

Após os 40 anos, também é necessário considerar a presbiopia, conhecida como “vista cansada”. A cirurgia pode reduzir a dependência dos óculos para determinadas distâncias, mas não impede o envelhecimento natural dos olhos.

O objetivo não é prometer uma visão perfeita para sempre. É alcançar o melhor resultado possível, com segurança e expectativas realistas.

A segurança começa antes do laser

 

Uma cirurgia bem planejada começa com uma investigação detalhada dos olhos.

Além do exame oftalmológico completo, podem ser necessários exames como:

  • Topografia e Pentacam da córnea;

  • Paquimetria, que mede a espessura corneana;

  • Avaliação da superfície ocular e do filme lacrimal;

  • Análise das pupilas;

  • Mapeamento de retina;

  • Aberrometria e outros exames, conforme cada caso.

 

Esses dados ajudam a identificar alterações sutis, calcular os limites seguros do tratamento e escolher a estratégia mais apropriada.

A tecnologia é importante. Saber quando e como utilizá-la é ainda mais.

Como funciona a jornada da cirurgia?

 

1. Avaliação inicial

 

Conversamos sobre seu grau, seus incômodos, sua rotina, profissão, prática esportiva e expectativas.

2. Exames e planejamento

 

A córnea e as demais estruturas oculares são avaliadas detalhadamente. O planejamento é feito a partir das características reais dos seus olhos.

 

3. Procedimento

 

A cirurgia é realizada com anestesia por colírios. O tempo de aplicação do laser costuma ser curto, embora todo o atendimento envolva preparação e conferências de segurança.

4. Acompanhamento

 

O pós-operatório faz parte do tratamento. As consultas permitem acompanhar a cicatrização, orientar o uso correto dos medicamentos e avaliar a evolução visual.

O que esperar depois da cirurgia?

 

A recuperação varia conforme a técnica utilizada e as características individuais.

 

Nos primeiros dias ou semanas podem ocorrer:

  • Visão embaçada ou oscilante;

  • Sensibilidade à luz;

  • Ardência ou sensação de areia;

  • Halos ao redor das luzes;

  • Maior dificuldade visual à noite;

  • Ressecamento ocular.

 

Na maioria dos pacientes, esses sintomas apresentam melhora progressiva. Entretanto, toda cirurgia possui riscos e limitações, que devem ser discutidos individualmente antes da decisão.

 

Alguns pacientes podem continuar precisando de óculos em determinadas situações. Também pode ocorrer mudança do grau ao longo dos anos, especialmente em razão do envelhecimento natural dos olhos.

Cirurgia refrativa e atividade profissional

 

Algumas profissões, forças de segurança, carreiras militares e concursos públicos possuem regras próprias sobre grau, acuidade visual e técnicas cirúrgicas permitidas.

Se você pretende realizar um concurso ou trabalha em uma atividade com exigências visuais específicas, leve o edital ou regulamento para a consulta.

A decisão deve considerar não apenas os seus olhos, mas também os seus projetos de vida.

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